quarta-feira, 30 de junho de 2021

Batida (Nov/2012)

Fazia tempo que eu não postava nada.
Tentei usar um pouco de pensamento positivo para tentar diminuir a concentração da minha ziquezira, por conta disso não poderia ficar pensando coisas negativas, muito menos postá-las num blog, mas como não deu certo mesmo, então o negócio é postar e dar um pouco de risada de mim mesmo.
No dia 09/11, ao voltar de uma semana de trabalhos viajando, havia deixado um colega em Barra Bonita/SP e já estava saindo da cidade quando bati na traseira de um gol, ano 98.
Isso acontece com tudo mundo que dirige muito, eu acho, um vez ou outra a cada 2 ou 4 anos se envolver em um acidente. Nada muito incomum.
Bem, fiz o check-list batida de carro completo:
  • Sinalizar o local
  • Verificar se estão todos bem
  • Removi meu carro para um local seguro
  • Pedi ao motorista do gol que tentasse fazer o mesmo, mas não foi possível.
  • Acionei meu seguro (HDI)
Aí começaram os problemas: Foram 18 minutos e 7 pessoas diferentes, uma transferindo para a outra. Transferiram até para uma pessoa do departamente de seguro residencial, que me disse para ligar para o primeiro número que eu tinha ligado.
De boa vontade a moça transferiu de novo, dessa vez ninguém atendeu. 2 minutos de silêncio no telefone, como se alguém tivesse atendido e apertado o mudo.
Acionei meu corretor, que ligou lá e as coisas começaram a andar.
Pergunta: Se você bate em um terceiro e o terceiro precisa de reboque, você tem um seguro, quem deve pagar o reboque? No meu caso fui eu mesmo!!! Pasmem.
Pelo que eu entendi eles até pagam as despesas com o conserto, mas não oferecem o guincho para o terceiro, somente oferecem se for para levar o veículo para do terceiro para fazer vistoria, o que foi aceito com muita relutância pelo coitado do gol, que tinha as preocupações / considerações básicas:
  • Ao invéz de levar o carro de Igaraçu do Tietê a Bauru/SP (70 km), não seria mais fácil trazer o vistoriador?
  • O carro vai voltar no mesmo dia? Vai dar tempo de fazer a vistoria no mesmo dia? Ele não queria deixar o carro em outra cidade, desconhecida para ele.
Meu corretor conseguiu o guincho, que se recusou a rebocar o carro do terceiro. Foi feito o acerto então na central do guincheiro e eu paguei do bolso a remoção, R$ 150,00.

Depois de tudo "resolvido", o gol foi rebocado e eu voltei no meu carro mesmo, que por sorte (se é que eu posso usar essa expressão), estava andando normalmente.

Hoje de manhã meu cunhado cruzou comigo no trajeto para casa de carro e buzinou, tentei comprimentá-lo com a buzina da mesma forma e... nada. A buzina não tocou. Ele deve ter ido me achando um antipático, mas cumprimentei com um jóia que espero que ele tenha visto.

Disso tudo ficam as dicas:
  • 1a) Seguro, só com corretor de seguros. E corretor, pegue um que seja atencioso com você e que te instrua, ao invéz de um que só repassa para você as perguntas do questionário da seguradora sem explicar as pegadinhas e implicações envolvidas (que é o trabalho dele explicar). Minha sorte nesse caso foi ter um bom corretor. Se eu tivesse feito o seguro diretamente, teria ficado sem ação nesse caso.
  • 2a) Ao fazer o seguro, verifique o que fazer em um caso de batida que a culpa for sua e em caso de batida que a culpa não for sua. Muitas operadoras de seguro não oferecem para o terceiro envolvido a mesma assistência que oferecem para você. Isso pode causar despesas adicionais. A menos que você tenha a cara de pau de olhar para o cara com a família dele e falar, "F.... você para remover o seu carro."
Apenas para contextualizar a batida, ela veio justamente no mês em que eu tive mais despesas, pois me casei mês passado e muitas contas estão chegando agora. As vezes não é a zica em sí que é o problema mas o contexto. Tropeçar é normal, tropeçar no meio do mato e cair numa ribanceira muda o contexto.

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