sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Chuva na praia 1/2 - Caraguatatuba





Se você já ficou um tempão planejando uma viagem de férias, sabe como eu estava me sentido para essa.
O hotel marcado, eu ia chegar na sexta a tarde e voltar na segunda de manhã. Um casal de amigos foi comigo. Era dezembro de 2008.
No caminho o tempo estava ótimo, mas chegando próximo de Caraguá começou a ficar escuro. Meu colega começou a me alugar: "Vai dar Zica, olha que chuva vem aí...".
Não deu outra, o tempo ficou fechado na sexta e no sábado até umas 12h. A tarde, o tempo deu uma trégua e abriu um solzinho, mas no domingo fechou de novo, chegando a chover em alguns horários.
Na segunda (que iríamos embora), abriu um sol maravilhoso. De tão bonito deu até raiva, pois ele ficou se escondendo de nós o fim de semana inteiro.
Curti bastante a viagem, mas é claro que esse tempo ruim todo não podia ficar de fora. O importante é que depois disso eu fui mais vezes na praia (e choveu mais vezes também).

Cartão preso na máquina 12/11





Um certo sábado de, estava eu me dirigindo ao cabelereiro. Na carteira, não tinha nem 1 real e o moderno salão só aceita dinheiro. Tinha o corte marcado para as 15h então passei as 14h30m em um caixa eletrônico próximo para sacar o dinheiro.
Nesse mesmo caixa eletrônico, ficou preso um envelope de depósito de dinheiro de minha noiva (que estava comigo no dia). Eu deveria ter ouvido meu eu interior dizendo: "Não saque aí... Não saque aí...".
Ao tentar efetuar o saque, coloquei o cartão, digitei a senha e... NADA! A máquina travou e não devolveu o cartão. O cartão ficou preso na máquina. Tentei retirar ele de todas as maneiras mas não teve jeito. Gritei impropérios, dei uns tapas na máquina (fiquei com a mão doendo depois) mas nada disso ia resolver. Pensei então: "Vou em outro caixa tentar sacar com o cartão da poupança". Lembranças do ocorrido em Botucatu (Zica do saque de 90 reais) me invadiram, mas eu não tinha alternativa.
Fiquei pacientemente esperando alguém fazer uma operação em algum caixa para ver se ele ia funcionar. Quando então, um velhinho foi em um caixa eletrônico e efetuou um saque. Fui logo atrás dele para fazer o saque com o cartão da poupança. Ele ficou me olhando com uma cara...
O que importa é que deu certo. Como não tive tempo de correr atrás de um novo cartão, ainda estou sem cartão da conta corrente. Para ajudar mais ainda, a Caixa Federal diminuiu ainda mais o limite de pagamentos / operações que podem ser feitas pela internet.

sábado, 5 de novembro de 2011

Pesadelo da casa própria

No início de 2009 eu comecei a busca pelo sonho da casa própria.
Teria de financiar pois não tinha dinheiro suficiente para comprar um terreno ou casa ou apartamento e os valores dos imóveis subiam muito além das minhas capacidades cumulativas de capital.

Parte 1 - Encontrando o imóvel - Terreno Zicado
Primeiro achei um terreno, o proprietário queria 30 mil, o terreno estava na imobiliária. Ofereci proposta no mesmo valor e corri atras de empreiteiro, engenheiro, pedreiro, além é claro de mostrar o terreno para TODO MUNDO. Olho só onde eu vou construir minha casa! Olha só, vou fazer uma churrasqueira no fundo. Mais para frente quero fazer uma piscina, e essas coisas.
Depois de umas 2 semanas liguei na imobiliária para saber o pé que estava a situação e para iniciar o levantamento dos documentos. Eles ligaram para o dono do terreno que pediu mais uma semana de prazo. Depois de uma semana o cara falou. É que eu já tinha vendido o terreno e estava com vergonha de falar! Aquilo me deu um ódio no coração. Porque o cara não falou de uma vez?! Porque ele vendeu e deixou o terreno na imobiliária. No final acabei me conformando que tinha sido melhor, pois um imóvel térreo me causaria problemas devido a minha rotina de viagens.

Parte 2 - Vários Imóveis
Depois de muita procura, chegou um momento que eu achei que realmente não teria a capacidade de encontrar um negócio que eu tivesse condições de arcar. Cheguei a fechar negócio em um apartamento na planta, mas no dia seguinte o corretor me ligou com um monte de mudanças.

* O valor da parcela será mais alto do que a gente pensava
* Você tem que correr atrás sozinho da documentação junto a Caixa, nós só fazemos a venda e pegamos parte do seu dinheiro.

Muito stress e muitos apartamentos / terrenos e casas depois, encontrei o apartamento, no final de Fevereiro de 2010.

Parte 3 - O financiamento

Para resumir, foram vários problemas / zicas:

* Processo de Financiamento demorou 9 meses, isso mesmo 9 meses, um parto!
* Banco entrou em greve
* Não queriam liberar meu FGTS
* Não queriam aceitar comprovação de renda por DECORE
* A cada demora eles pediam novos DECORES e novos comprovantes de residência
* Viajando ficava difícil de levar os documentos

Quando então, em novembro de 2010, eu passava pelo momento mais estressante da minha vida profissional, eles vieram com novos entraves e necessidades de DECORE e outras. Novembro passou, eu consegui assinar o contrato, o cara recebeu o dinheiro e tive outras surpresas:

* Prazo: Eu queria 240 meses (20 anos), fizeram em 300 (25 anos)
* Taxas: Milhões de Taxas e valores até dizer chega.
* Cartórios, firmas, mais demora
* O proprietário só liberou o apartamento no meio de dezembro/2010

Parte 4 - Entrando no AP

Quando finalmente estava tudo certo, peguei o apartamento. Não pude ir pessoalmente fazer a vistoria, então minha mãe foi. Mais surpresas.
Arrancaram até os bocais das lâmpadas! Tiraram cortinas, estragaram os cabos de TV (na tentativa de tirar).
Tudo bem, peguei o AP e fui consertando tudo aos poucos. Apareceu um vazamento de água também que consertei. Pelo menos agora estou morando no que é meu. Espero que você tenha mais sorte para ter a sua casa própria e se já tiver, dê graças a Deus!

Quitação de Financiamento de Automóvel




Muitas pessoas já devem ter passado por dificuldades para comprar alguma coisa, pegar um empréstimo, receber um produto ou obter garantia. Já eu passei dificuldades para quitar um financiamento. Isso mesmo! Você não leu errado. Deu Zica para pagar um financiamento.



Tinha eu um fiat Palio financiado que eu utilizava mas que estava no nome de minha mãe. Encontrei um outro veículo que me interessou e fui fazer a troca, que envolveria os seguintes atos:



  • Quitar o financiamento do Palio (Eu)

  • Transferir o Palio para a Garagem (Garagem)

  • Financiar o Saldo Devedor do novo veículo adquirido, descontando o valor de mercado do Palio, dado como entrada.

Pois é, ao ir ao banco HSBC para quitar meu financiamento eu nem imaginava que iniciaria uma seara de mais de um mês para resolver o problema.


Fui ao banco HSBC e solicitei a emissão de um boleto de quitação, que eu pagaria na boca do caixa do meu banco (a CEF). Eles se negaram a emitir o boleto, solicitei então que recebessem um cheque meu para quitar o financiamento e, pasmem, eles não aceitaram alegando que o cheque tinha de ser da pessoa da qual o financiamento estava no nome. Afinal, vai que alguém quer te prejudicar pagando um saldo devedor de 10 mil reais de um financiamento que você fez? Ameacei ir na Polícia / Procon / Banco Central / Dilma Roussef / Pequenas Causas / Máfia / Matadores de Alguél e eles me deram outra opção, pagar com um cheque administrativo.


Fui no meu banco (CEF), paguei uns 30 reais para emitir um cheque administrativo e voltei lá no HSBC com o cheque. Notei que o operador não tinha a menor idéia de como proceder e ligou para um, ligou para outro e depois abriu o jogo. Não sei o que fazer, quem sabe e deveria estar aqui está almoçando. Eu quase soltei um "F...-se você, eu vou ficar aqui olhando pra sua cara esperando então!", mas fui mais sutil e disse apenas que não iria sair de lá sem meu problema estar resolvido. Uma outra pessoa voltou do almoço e emitiu um comprovante de pagamento.


Você acha que acabou? Nãããããão.... Tem mais...

Um mês depois a garagem disse que não conseguiu transferir o carro para o nome dela pois ainda constava o Gravame do HSBC.


Aí foi a gota d'água. Fui em todos os lugares que aceitaram receber minha reclamação (inclusive o Banco Central). Os dados do comprovante já tinham até se apagado, sorte que tinhamos tirado um xerox, tivemos que mandar o comprovante umas 3 vezes por fax para o HSBC "achar" onde estava os 10 mil reais que eu tinha pago.


Depois de 2 semanas de enrolação, alguém do HSBC ligou e o problema estava resolvido.


Porque tudo tem que ser assim tão dificultoso? Depois fiquei sabendo pelo pessoal que trabalha com venda de veículos que o HSBC é simplesmente o pior banco nessa modalidade! Que eles não trabalham mais com eles por conta da quantidade de problemas que eles causam ao cliente para resolver coisas SUPER SIMPLES. Pelo menos, eu não era o único.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Pneu Furado

Quem nunca furou um pneu? É fato corriqueiro na vida de qualquer pessoa, e quanto mais você usa o carro, mais sujeito está a esse contratempo.
Comigo aconteceu na Praia Grande/SP (moro a 450 km de distância em Bauru/SP). O problema maior foi o contexto e o desdobramento da história.
Sai do cliente que eu estava atendendo as 22h30m após efetuar uma atualização do sistema. No caminho Cubatão -> São Vicente eu notei um certo barulho mas decidi chegar até um posto de gasolina para averiguar, sabia que era algo grave pois diversos motoristas me avisaram com luz alta sobre algum problema. Ao parar, notei que pneu traseiro esquerdo estava furado, no chão, estava saindo fumaça e tinha uma marca de desgaste no meio do perfil, por ter andado muito tempo vazio na estrada.
Tentei trocar e dei, sem prestar muita atenção, um golpe no sentido horário em cima da chave de roda que veio com o carro. A chave entortou e não teve mais jeito de usá-la, ninguém do posto tinha uma chave (ou queria emprestar), então chamei o seguro.
Resultado: após o atendimento do seguro, cheguei no hotel a 1h e ainda tive de gastar uns 500 reais com o pneu, pois o anterior não teve jeito de reaproveitar. Olhando o lado bom, que bom que eu tinha seguro!

Saque na CEF - Botucatu

Estava eu, retornando de São Paulo para Bauru quando percebi que não tinha dinheiro suficiente para pagar os 3 pedágios entre Botucatu e Bauru.
Sem problemas, pensei: Vou parar em Botucatu e sacar 60 reais.
Cheguei na agência, no primeiro caixa e tentei. O processo todo ocorreu normalmente e, quando foi para liberar o dinheiro ficou: Retire o seu dinheiro mas não tinha saído dinheiro nenhum da máquina. Esperei 5 min e nada, não saiu o dinheiro e ficou a mensagem: Retire o seu dinheiro. Depois disso a máquina fez um barulho e voltou a tela inicial. Fui olhar o extrado e os 60 reais tinham sido debitados.
Fiquei puto da vida, fui no caixa ao lado e tentei sacar 30 reais, aconteceu exatamente a mesma coisa.
Fui no último caixa e consegui sacar 30 reais.
Fiz diversas reclamações na CEF para ter os 90 reais de volta (dos primeiros saques que não saiu o dinheiro) e para resumir a história, após 6 meses de reclamações e ouvidorias e banco central é que o gerente da agência de botucatu depositou, do bolso dele, os 90 reais.
Ainda me considerei por sorte por ter conseguido sacar alguma coisa aquela noite.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Queda de muro.

Depois de um certo nível de azar, seus amigos passam a atribuir o azar deles a você. Foi o que aconteceu com um amigo meu, que estava em um cliente em MG. Enviei uma mensagem para ele no celular e aproximadamente 1h depois ele ligou, dizendo que 1 min depois que recebeu minha mensagem caiu uma parede de um prédio recém construído, assustando as pessoas que estavam almoçando (incluindo esse meu amigo). Ele me mostrou a data da foto do muro caído e a data da mensagem para "provar" a relação de causa e efeito. Isso faz com que qualquer coisa de errada que aconteça levante a pergunta: "Mas você falou com o Vinícius aquele dia?". Quando eu fiz o BLOG ele fez questão de pedir para que eu incluísse essa história, mas aqui não hein, essa Zicada tem um dono, e o nome dele é: Emerson Feitosa.

Enchente e chuvas

Você se recorda das enchentes que assolaram a cidade de Itajaí em SC? Pois é, eu estava lá!
Meus amigos ficaram me alugando tudo o que puderam. Bem, o tempo passou no final de junho do ano passado (2010), resolvi ir a Recife/PE com minha namorada comemorar 2 anos de namoro. Adivinha o que aconteceu lá? Choveu pra caramba, deu enchente e deu até na TV. Apesar disso foi tudo ótimo, mas não teve como não me lembrar que eu estive nas 2 enchentes.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Pintura da garagem


Essa aconteceu hoje.
Mais uma vez, lá fui eu para minha rotina de trabalho viajando. Saí no domingo a noite (dia 23/10) e irei retornar apenas no sábado, dia 29 (chegando por volta das 2h). Como a viagem é para Brasília/DF, peguei um ônibus para São Paulo e de lá o vôo para Brasília. Na volta para Bauru/SP, vôo e ônibus de novo. O carro, é claro, ficou confortavelmente estacionado na garagem. Hoje a noite minha mãe me liga e diz que vai pedir pro meu irmão tirar meu carro da garagem amanhã, porque aquela pintura que faz um século que não sai, decolou na minha ausência e já pintaram TODAS as garagens, EXCETO a MINHA! Será que eles vão pintar a minha garagem amanhã?
Deixe-me advinhar o que vai acontecer: O carro da vizinha vai estar estacionado o dia inteiro, impossibilitando a pintura da faixa que divide as garagens.

Baile do CTI - Unesp Bauru, pedrada no vidro




O colégio onde eu estudava organizou um baile. Houve uma empolgação geral e até eu que não sou muito de baladas resolvi ir.
Parei o carro na rua e fiquei no baile até umas 1h, quando resolvi ir embora. Ao entrar no carro notei o vidro do quebra vendo do passageiro totalmente estilhaçado. Em uma checagem rápida da situação, vi também que a fechadura do passageiro havia sido forçada, parecendo estar esgarçada.
Uma pessoa na rua me falou que viu um cara jogando um tijolo no meu carro para quebrar o vidro e tentar roubar o carro. Por "sorte", quem instalou o rádio no carro fui eu e o meu primo e, como não conseguimos prender certinho o rádio no encaixe, entortamos para dentro algumas garrinhas para garantir que o rádio não voasse para fora. O cara deve ter tentado de todas as maneiras tirar aquele rádio de lá... Esse epsódio me custou uns 30 reais do vidro do quebra vendo do passageiro, mas ainda me considerei um cara de sorte pelo bandido não ter quebrado o vidro lateral.

Gato atropelado

Eu tinha pegado a CNH a poucos meses e lá ia eu com minha mãe para não sei aonde sair dar uma volta. Aquele nervosismo e excesso de cuidado típicos de quem acabou de tirar a carta, quando de repente, um muleque atentado passou correndo de bicicleta na calçada assustando um gato, que correu exatamente para debaixo do pneu do carro. Não teve jeito, passei bem por cima dele. Aquilo me despertou um sentimento de tristeza e culpa enorme. Parei o carro e voltei para dar uma olhada no pobre bichano, que estava se estribuchando no asfalto. Fiquei uns 5 segundos olhando a cena quando percebi umas pessoas com olhares de profundo ódio na minha direção. Me senti como um americano que entrou sem querer em uma festa do ditador Líbio Muammar Ghaddafi. Voltei para o carro e saí. O que quer que eu tenha saído para fazer aquele dia, só o que eu queria era voltar no tempo e salvar o bichinho. Felizmente foi o único animal que eu matei em 11 anos de habilitação...

Boot no carro


Em um ensolarado final de semana, domingo de manhã, lá vou eu pegar o carro na garagem e ir para a casa da namorada. Tento ligar o carro e nada, tento de novo e nada. No dia anterior eu tinha andado o dia inteiro com o carro normalmente!
No mesmo dia eu tinha uma feijoada de um amigo para ir em um lado da cidade (já paga, 20 pila por pessoa) e a mulher para buscar do outro. Para ajudar, na segunda feira teria de viajar para Diadema (moro em Bauru/SP) para atender a um cliente, e o apto funcional da empresa é em São Paulo. A atividade duraria até sexta-feira e prosseguiria na próxima semana.
Chamei o socorro mecânico do seguro, o cara veio (depois de mais de 1 hr) e olhou, olhou, tentou ligar, pediu para eu tentar com a chave reserva, e nada... Ele disse o óbvio: Você vai ter que levar em um mecânico para dar uma olhada!
Bem, é domingo, não tem mecânico. Não terei a segunda para levar o carro no mecânico porque terei que viajar. Então eu fui de ônibus para São Paulo, peguei metrô e ônibus para ir ao meu destino de segunda a sexta e no próximo sábado, fui bem cedinho na oficina (levando o carro com o guincho do seguro).
O cara da oficina olhou, olhou, testou bomba de combustível, testou bobina, testou vela, testou tudo. O motor girava mas o carro não pegava.
Após umas 3h de tentativas o cara me disse: Vou tentar desligar o cabo da bateria e ligar novamente para reiniciar o módulo. Feito isso puft! O carro ligou!
Paguei 100 reais pelo boot no carro. Justo eu, da área de informática ter que pagar a alguém para desligar e ligar um cabo de bateria e dar um boot em um sistema.
O problema ocorreu umas 3 vezes depois disso, mas eu já estava preparado e dei o boot no carro!
Se isso ocorrer com você, fica aí dica.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Pagamento atrasado

Entrei em uma empresa no meio de 2005, como estagiário. Em janeiro de 2006 fui efetivado, quando então a empresa passou por uma dificuldade financeira muita grande, resultando no atraso dos salários. O detalhe: O primeiro mês que atrasou seria o meu primeiro mês de salário de verdade.
A situação permaneceu assim até março de 2007, quando por motivos financeiros deixei a empresa (com muito pesar, pois o ambiente era ótimo). Adivinha o que ocorreu? A empresa fechou uns projetos e pagou TODOS os atrasados. Desse dia em diante eu assumi a minha condição zicada e tento conviver com ela da melhor maneira possível.
Voltei a trabalhar nessa empresa, mas agora como prestador de serviços autônomo (PJ). Deu certo! Se eu for registrado, acho que tem uma possibilidade da empresa passar por dificuldades de novo...

Celular com problema

Comprei um celular TIM em um plano pós-pago para uso no trabalho, um Sony Ericsson. O aparelho que veio durou exatos 2 meses e então deu problema, não ligava mais. Tentei resolver o problema, liguei para um, falei com outro, falei com mais outro. Após muito tempo, me passaram um 0800 que "resolvia" os problemas.
Liguei lá, me passaram um número de vale postal, postei o celular com problema e recebi outro no lugar (nisso lá se foram umas 3 semanas). O celular recebido durou exatos 2 dias e deu o mesmo problema do primero.
Agora imagine encaixar isso em uma rotina de trabalho viajando, com horários a cumprir nos clientes (todo o horário comercial, geralmente) para no final de contas ainda não resolver o problema. Sem contar o transtorno de não poder usar o celular.
Acabei comprando um Nokia, o mais barato que encontrei. Ele funciona até hoje (3 anos depois).
Tenho uma teoria: Os aparelhos "de graça" disponibilizados nos planos são os piores possíveis. Refurbished do reprovado na análise de qualidade. Ao comprar um celular + plano, fique esperto, senão a zica te pega.

Assalto, roubo de celular

Uma pessoa que nunca foi roubada a mão armada não pode se dizer verdadeiramente zicada. Pois é, eu fui!
Estava viajando atendendo a um cliente em São José dos Campos/SP. Após um dia extenso de atividades, fui a um bar e me encostei no balcão pedindo uma cerveja. Minutos depois chegam dois meliantes, um deles, armado, parou ao meu lado e, para não dar muito na cara para quem passava na rua o que estava ocorrendo, deixou a arma por baixo do nível do balcão, apontando para a minha zicada barriga.
O outro meliante foi tentar tomar uma faca de um garçom, que não entendendo muito bem o que estava acontecendo negou, segurando a faca com força, o que deixou o meliante ao meu lado, com o berro na minha barriga, meio nervoso.
Após a tradicional gritaria dos meliantes, o caixa do bar foi assaltado em cerca de 600 reais e o cara ainda quis bater geral em mim para levar alguma coisa antes de sair. Eu estava com o celular no bolso esquerdo e a carteira no bolso direito. Levantei um pouco o celular, de modo que quando as mãos do cara o perceberam, o tomaram imediatamente sem levar a minha carteira. Tinha um cara com um laptop em cima da mesa e os caras levaram meu motorola que me tinha custado uns 400 reais e não levaram o laptop do cara.
Tudo bem, isso acontece as vezes, pensei. Porém quando olhei no relógio tive a certeza de que eu era zicado. Faltavam 5 min para as 20h, hora que a minha namorada iria me ligar. Como o namoro estava no início, eu ainda não sabia o celular dela de cabeça. Imagina a situação: ligar para a sua cunhada pedindo o telefone da sua própria namorada.
Naquele mesmo dia ainda tomei uma caipicerva. Afinal, se aborrecer pra que?

Cachimbo da Moto

Sexta-feira a noite, trabalho em uma cidade a 70 km da cidade que moro e combinei com os um pessoal do trampo de fazer um churras numa edícula. Tudo está ótimo, a carne está boa, a piscina tá legal quando começa a chover.
Após algumas cervejas, eu senti uma certa confiança de ir para casa. O detalhe: eu estava de moto, de moto não, de Titan.
Não deu nem 10 km quando a forte chuva molhou o cachimbo da moto, fazendo o motor parar instantâneamente. Agora é sexta-feira, está chovendo forte e são 22h. Se imagine no meio do nada, com uma moto em uma estrada vicinal com um acostamento mal cuidado ao lado de plantações de cana em um breu absoluto. Esta foi a situação por umas 2 horas. Eu cheguei a tirar a camiseta para tentar secar o cachimbo e fazer telhado com o corpo sobre a moto para não molhar mais. Quando finalmente a Titan pegou, andei 200 metros e ela parou de novo. Após repetir o procedimento por umas 10 vezes, me abriguei abaixo de um viaduto onde esperei calmamente a chuva terminar para voltar.
Quem manda beber e quem manda ser zicado...

CNH caçada

Tirei minha CNH assim que fiz 18 anos, nos anos 2000. Tive um Gol que comprei de meu pai e então vendi esse automóvel no final de 2004. Em 2005 renovei minha CNH, tirei habilitação para moto, tudo muito bem quando em abril de 2010 fui renovar minha carteira e descobri que eu tinha uns 25 pontos na carteira. Mas como, se eu nunca sequer havia tomado uma multa?
Bem, a pessoa para quem eu vendi o carro simplesmente não transferiu o veículo e as multas foram caindo sobre a minha carteira. Não teve jeito, fiquei um mês sem CNH após assumir que eu tinha tomado multas que na verdade eu não tomei, já que esse era o jeito mais rápido de resolver (de outra forma, na justiça, levaria no mínimo uns 6 meses).
Um mês sem carro pode parecer normal, mas quando se trabalha viajando e quando a namorada mora longe da sua casa é bem complicado.
Apenas esclarecendo a cronologia:
2000 - Tirada CNH
2004 - Venda do Carro
2005 - Renovada CNH
2005 - A compradora do Carro tomou uma porrada de pontos na minha CNH, no mesmo radar!!! Ela é burra e eu que me ferro.
2010 - Ao renovar, lá estavam os pontos.

Além da CNH caçada e de ficar um mês inteiro sem dirigir, foram aproximadamente 350 reais de curso de reciclagem. Isso é que é Zica.

Porque eu sou zicado


Já teve a impressão de um dia você simplesmente acordar com o pé esquerdo? Ah sim, com que frequencia? TODO O TEMPO!
Pois é! Isso é o que acontece comigo! Confesso que sou um cara bastante cético, mas já cheguei a tentar até entrar nos lugares com o pé direito e coisas desse tipo (como um experimento), mas não deu certo não. A zica me persegue.
Comecei a achar que tinha alguma coisa no meu primeiro emprego, após um estágio na Prefeitura Municipal de Bauru. O trabalho era normal, mas devido ao fluxo de caixa da empresa, os salários dificilmente caíam no 5o. dia útil do mês. Isso até me ajudou, pois me desincentivou a fazer contas, mas no fundo no fundo eu sabia que algo estava errado.